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Estresse no trabalho: como lidar com a síndrome de Burnout

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Quando é que o estresse provocado pelo trabalho deixa de ser algo normal e se torna um sinal de alerta?  

No dia a dia, os profissionais muitas vezes precisam gerenciar muitas situações, como um grande número de tarefas sob sua responsabilidade, alta competitividade dentro do ambiente de trabalho, cobranças excessivas, metas a serem cumpridas e,  às vezes, o pouco reconhecimento que tantos esforços merecem. 

Quando aliado a fatores internos e problemas pessoais, o estresse causado por precisar lidar com tantas atribuições pode resultar no que chamamos de síndrome de Burnout. 

Essa condição leva o colaborador à exaustão física e mental, provocando perdas na produtividade e podendo refletir na saúde do profissional como um todo. 

Para saber mais sobre o que é o Burnout e como lidar com essa doença, continue a leitura. 

O que é a síndrome de Burnout?

A síndrome de Burnout, também conhecida como síndrome do esgotamento profissional, ocorre quando o estresse provocado no ambiente de trabalho por conta de situações desgastantes leva o colaborador à exaustão física e mental.

Alguns profissionais são mais propensos a serem afetados pelo Burnout do que outros. Quem precisa lidar com grandes responsabilidades, avaliações constantes e cobranças acaba sentindo mais a pressão para entregar bons resultados e atender as expectativas. 

Segundo uma pesquisa realizada pela International Stress Management Association (ISMA), 30% da população brasileira sofre com estresse no ambiente de trabalho. No mundo, o Brasil ocupa o 2º lugar com mais profissionais com maior nível de estresse. 

Desde 2019, a síndrome de Burnout foi incluída na Classificação Internacional de Doenças, mas apenas em janeiro de 2021 foi reconhecida como uma doença ocupacional, passando a ser assegurada por leis trabalhistas e previdência de INSS. 

Assim, todo profissional que precisar se afastar do trabalho para realizar o tratamento terá afastamento remunerado por determinado tempo, assim como assistência do INSS se for necessário. 

Quais são os sintomas da síndrome de Burnout?

Apesar de ser normal se sentir cansado após um longo dia no trabalho, o Burnout tem sintomas mais severos, que aparecem aos poucos, mas que podem evoluir rapidamente para um quadro mais grave da doença. 

Alguns dos sintomas mais comuns são: 

  • Fadiga 
  • Insônia
  • Irritabilidade e mudanças de humor 
  • Alterações da pressão arterial 
  • Sentimentos negativos em relação a capacidade de exercer a própria função
  • Baixa autoestima 
  • Isolamento 
  • Perda de prazer
  • Dores musculares 
  • Doenças relacionadas ao sistema gástrico

É possível notar quando um colaborador começa a se afastar da equipe, não demonstra interesse em atividades que antes eram de seu interesse, começa a ser mais agressivo e na defensiva ao receber críticas. Por isso, preste atenção.

Ao notar que algum de seus colegas de trabalho vem se comportando de forma diferente, busque os sinais e procure por ajuda.

A síndrome pode se agravar quando não tratada, desencadeando condições mais sérias, como ansiedade e depressão

Portanto, ficar atento ao aparecimento desses sintomas é muito importante para iniciar um tratamento rápido e impedir que o quadro se agrave. 

O diagnóstico pode ser feito por um psicólogo, que irá avaliar as condições do colaborador e indicar a melhor forma de realizar o tratamento, podendo também encaminhar para médicos ou outros especialistas na área de saúde mental como psiquiatras. 

Qual o papel da empresa para evitar o Burnout?

A organização tem um papel crucial em relação à síndrome de Burnout.

Por meio da pesquisa de desempenho organizacional, a empresa consegue identificar como está a produtividade do funcionário. 

Ao perceber queda na produção de um colaborador com um histórico impecável de rendimento, bem como mudanças relacionadas a seu comportamento, o líder pode ver que algo não está bem e oferecer ajuda. 

Além disso, é essencial que as organizações tenham em mente que seus colaboradores são pessoas. 

Portanto, estabelecer metas atingíveis, não sobrecarregar os funcionários com atividades além do que ele pode lidar, oferecer feedbacks construtivos, reorganizar as atividades de modo que cada colaborador tenha uma demanda que consiga atender, manter uma jornada de trabalho justa, oferecer programas de benefícios e reconhecer os esforços do colaborador podem ser fatores decisivos para evitar o Burnout. 

Oferecer suporte psicológico dentro da organização também abre espaço para que os colaboradores busquem ajuda ao julgar necessário, evitando não apenas o Burnout, mas outras doenças psicológicas que podem acarretar em baixo desempenho. 

Realinhe o plano de carreira

Quando um colaborador adoece por conta de situações de estresse no trabalho, é importante entender se o plano de carreira dele ainda faz sentido. 

Com os anos, as responsabilidades, valores e visões de futuro acabam mudando, portanto, após uma crise como essa, vale a pena pensar junto ao seu colaborador se a função e atividades dele ainda correspondem ao que ele deseja. 

Dessa forma, a empresa pode trabalhar para realocar o funcionário em um cargo que faça sentido e onde seu potencial, foco e valores estejam tendo o melhor desempenho. 

Por isso, contar com uma ferramenta para realizar essa análise de maneira objetiva e prática é muito importante. Uma de nossas soluções é o Attribute Index. Com ele conseguimos reconhecer as competências e valores do seu colaborador, assim avaliando a compatibilidade com a função.

Por fim, ter uma boa distribuição de papéis dentro da organização, jornadas justas e entender como o seu colaborador se sente é importante para prevenir esse tipo de doença. 

Lidar com as próprias cobranças também não é uma tarefa fácil, mas é necessário saber identificar os sinais de alerta e evitar o esgotamento mental que pode ter sérias consequências para a saúde. Quer ler mais conteúdos como esse? Acesse o nosso blog!

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